(fundada em 28 de julho de 1992)

*Página produzida pela equipe do jornal Turma da Barra



ABL
Academia Barra-Cordense de Letras
Casa Maranhão Sobrinho

A Academia Barra-Cordense de Letras, batizada de Casa Maranhão Sobrinho, foi fundada em 28 de julho de 1992. É composta de 40 acadêmicos titulares. Cada membro ocupa uma cadeira que por sua vez tem um fundador e patrono correspondente.
No aspecto patrimônio, adquiriu em regime de cotização entre os acadêmicos, o prédio do antigo clube Maranhão Sobrinho, na rua Luís Domingues, em Barra do Corda, onde até o carnaval de 1967 o clube que ruiu paredes, despencou o teto, passou anos sem outras providências e, finalmente, com a fundação da ABL foi oficialmente transformado como sede da Academia Barra-Cordense de Letras.
Em setembro de 1997, a ABL começou a construção da sede definitiva, com recursos doados pelo empresário barra-cordense Raimundo Nonato Brasil, que mora em Brasília.
No prédio da ABL funciona, desde os 2002, uma biblioteca, atualmente com um acervo de mais de 3 mil livros, 95% doados pelo professor Nonato Silva e várias atividades culturais como local para ensaio de música e de teatro. Também são feitas palestras sobre diversos assuntos, além de lançamentos de livros.

Membros da ABL efetivos e respectivos patronos

Atenção: Para cada Cadeira da Academia, aparece o nome do membro titular, do fundador e do patrono;
Exemplo: Cadeira nº 7
Membro titular: Joaquim Oliveira Bílio;
Fundador: Idaspe Perdigão Freire

Patrono: Dunshee de Abranches 

Cadeira 01 - Fernando Eurico Lopes Arruda – (Atual presidente)
Patrono: Aarão Araruama do Rego Brito 

Cadeira 02 - Nonato Silva
Patrono: Frei Adriano de Zânica

Cadeira 03 Tâmara Ribeiro Pinto
Fundador: João Pedro Freitas da Silva
Patrono: Almir Silva

Cadeira 04 - Lourival Pacheco
Patrono: Balbino Pacheco

Cadeira 05 Mário Helder Ferreira
Fundador: Raimundo Braga Martins
Patrono: Clodoaldo Cardoso

Cadeira 06 Jorge Abreu
Fundador: Suárez Pinto Cavalcanti
Patrono: Demóstenes Braga

Cadeira 07 - Joaquim Oliveira Bílio
Fundador: Idaspe Perdigão Freire

Patrono: Dunshee de Abranches

Cadeira 08 Álvaro Braga 
Fundador: William Stead Figueira
Patrono: Frederico Figueira

Cadeira 09 – Francisco Pinheiro Brandes
Patrono: Florêncio Brandes da Silva

Cadeira 10 - Coracy Piauilino
Patrono: Gutemberg Lima Rodrigues

Cadeira 11 Juraíza Bílio 
Fundador: Antônio Almeida
Patrono: Isac Gomes Ferreira

Cadeira 12 Assis Soares 
Fundador: Raimundo Nonato Ferreira da Cruz
Patrono: Isac Martins dos Reis

Cadeira 13 - Heider Moraes
Patrono: Ismael Salomão

Cadeira 14 Alda Lopes Brandes
Fundador: Edson Falcão da Costa Gomes
Patrono: João da Costa Gomes

Cadeira 15 - Dorgival de Almeida Castro
Patrono: José Bandeira de Melo

Cadeira 16 - Marcos Antonio Barbosa Pacheco
Patrono: José Falcão

Cadeira 17 Luciana Sousa Martins
Fundador: Nicanor Azevedo

Patrono: José Nogueira Arruda

Cadeira 18 - Cláudio Roland
Patrono: Luís Gonzaga Roland

Cadeira 19 - Hélio Maranhão
Patrono: Maranhão Sobrinho

Cadeira 20 - Delta Martins
Patrono: Dom Marcelino de Milão

Cadeira 21 - Osmar Monte
Marcelino César de Miranda

Cadeira 22 Luiz Carlos Rodrigues da Silva
Fundador: Gustavo Barbosa
Patrono: Moisés da Providência Araújo

Cadeira 23 - Josemar Lopes Santos
Patrono: Mourão Rangel

Cadeira 24 - Antônio Ferreira Rodrigues
Patrono: Odorico Nogueira Maia

Cadeira 25 - Íris Fialho Abdala
Patrono: Olímpio Ribeiro Fialho

Cadeira 26 - Fernando Braga
Patrono: Pedro Braga Filho

Cadeira 27 Cezar Braga 
Fundador: Zenóbia Silva Queiroz
Patrono: Antonio Rocha Lima

Cadeira 28 - Domingos Augusto Carvalho
Patrono: Sebastião Maranhão

Cadeira 29 - Sidney Milhomem Filho
Patrono: Sidney Milhomem

Cadeira 30 - Francisco Brito de Carvalho
Patrono: Francisco “Staël” César de Miranda

Cadeira 31 - José Bernardo da Silva Rodrigues
Walfredo da Costa Lira

Cadeira 32 - Aldaléa Lopes Brandes Marques
Patrono: Galeno Edgar Brandes

Cadeira 33 - Olímpio Antonio Cruz Neto
Patrono: Wolney Milhomem

Cadeira 34 Ananias da Providência Araújo
Fundador: José Merval Xavier Cruz
Patrono: José Durval Xavier Cruz

Cadeira 35 - Antônio Carlos Gomes Lima
Patrono: Otávio Lobão

Cadeira 36 - Augusto Galba Falcão Maranhão
Patrono: Efren Roland

Cadeira 37 - Olímpio Cruz Júnior
Patrono: Olímpio Martins Cruz

Cadeira 38 - Maria da Graça Teixeira Santos (Gracinha do Valdeco)
Patrono: Waldemar Santos

Cadeira 39 Rubem Ferreira Nascimento Milhomem
Patrono: Raimundo Nonato Pinheiro

Cadeira 40 - Primavera Cardoso de Paiva
Patrono: Waldemar Brito

(Lista atualizada em 6 de julho de 2011)


Quem foi Maranhão Sobrinho?

Poeta, jornalista, funcionário público e boêmio. Viveu 36 anos. Nasceu em Barra do Corda em 30 de dezembro de 1879 com o nome de José Américo Augusto Olímpio Cavalcanti dos Albuquerques Maranhão Sobrinho.
Morreu em Manaus em 1916, no dia 25 de dezembro. Publicou "Papéis Velhos", em 1908, "Estatuetas" em 1909 e "Vitórias Régias", em 1911.
A Academia Barra-Cordense de Letras toma emprestado o nome Maranhão Sobrinho e faz uma reverência especial ao maior poeta nascido em Barra do Corda.
Literariamente batizado na escola simbolista, Maranhão Sobrinho é conhecido pelos críticos e estudiosos de literatura como um dos três melhores poetas simbolistas brasileiros, ao lado de Cruz e Souza e Alphonsus de Guimarães.
Ainda, segundo os críticos literários, é notória a influência dos poetas franceses Mallarmé, Verlaine e Baudelaire. Na poesia de Maranhão Sobrinho a idéia é simbólica, o sentimento é romântico e a forma é parnasiana, afirma o literato Reis Carvalho.
Maranhão Sobrinho morou em São Luís, Belém e Manaus. Nessas cidades seus sonetos tiveram grande popularidade.
O poeta também é membro fundador da Academia Maranhense de Letras e da Academia Amazonense de Letras.
Em Barra do Corda, o seu nome é lembrado oficialmente em uma única praça e pela Academia Barra-Cordense de Letras.
O TB cultura publica dois poemas do Maranhão Sobrinho. "O Mar" e "Sóror Teresa", o mais popular e classificado por críticos literários como um dos mais belos sonetos da língua portuguesa.

Poemas:


Sóror Teresa
Maranhão Sobrinho

...E um dia as monjas foram dar com ela
morta, da cor de um sonho de noivado,
no silêncio cristão da estreita cela,
lábios nos lábios de um Crucificado

Somente a luz de uma piedosa vela
ungia, como um óleo derramado,
o aposento tristíssimo de aquela
que morrera num sonho, sem pecado...

Todo o mosteiro encheu-se de tristeza,
e ninguém soube de que dor escrava
morrera a divinal sóror Teresa...

Não creio que, de amor, a morte venha,
mas, sei que a vida da sóror boiava
dentro dos olhos do Senhor da Penha...
(do livro Papéis Velhos...Roídos pela Traça do Símbolo/1908)

O Mar
Maranhão Sobrinho

Ouve! O mar, escarpando as rochas, na agonia
Do sol, parece ter na voz humana acento
De dor! Reza, talvez. Vai recolher-se. O dia
Se ajoelha e a tarde, em sonho, abraça o firmamento

Como nós, pode ser que a tristeza e a alegria
O mar sinta também: precisa, em movimento,
Trazer um coração... Quem sabe o que irradia,
No íntimo, em doce e azul recolhimento.

Escuta! Uma onda vem beijar-te os pés. Não a de
Calma os seios rasgar sobre os basaltos. Quero-las
As ondas todas são. Ouve-lhe a voz. Piedade!

O mar leva-me a crer que tem paixões mortais
Em que rolam, brilhando, as lágrimas das pérolas
E palpita, fervendo, o sangue dos corais...

(Do livro Vitórias Régias)

Informações: (098) 643-1225 (João Pedro Freitas - vice-presidente)