Artigo
O passar dos dias
jornal Turma da Barra

 


Estação do antigo aeroporto de Barra do Corda
Prima do Renilton, Juarez Santos, dona Teresinha,
Pablo Oliveira, Luciana Martins, Álvaro Braga e Renilton Barros


*Renilton Barros
(de férias em Barra do Corda)


            Certa vez ouvi alguém fazer a comparação entre a teoria da relatividade de Einstein e o tempo gasto num namoro. Ficou mais ou menos assim: “O tempo é relativo. Uma hora no namoro como se fosse um minuto. Um minuto com o pé em cima de uma brasa esse mesmo tempo parecesse uma hora”.
            Achei engraçado e também oportuno para aplicá-lo no contexto ora inserido.
            Apesar da sensação de que o tempo parece que não passa por aqui, não sei se em função de velhos hábitos por aqui ainda visto (feira ao ar livre, comércio que fecha na hora do almoço, descida pelo rio no fim de semana dentre outras coisas) ou se é pela calmaria das pessoas sentadas em frente das casas, jogando conversa fora ou simplesmente vendo o tempo passar, é que tenho a sensação do que o tempo parou.
            Entretanto, quando peço pra alguém me dizer em que dia do mês estamos, é  que percebo que o tempo não pára mesmo.
            Os minutos contam as horas; as horas contam os dias; os dias passam e nos dizem que o tempo passou também.
            São as braçadas infindáveis de outrora nos rios, que se contrapõem às contadas nos dedos nos dias de hoje; é o fôlego curto que não alcança a mesma profundidade, mesmo porque o rio não estar tão profundo assim.
            São as subidas nas ladeiras e que hoje precisamos de sessenta ou mais HP (cavalo vapor = carro) para subi-las, caso contrário, podemos até percorrê-las, mas com o suor escorrendo pelo rosto.
            Apesar disso, é bom sentir-se em casa, mesmo sabendo que o contexto ora apresentado é diferente do de outrora. É a modernidade, é o progresso que chega e muda tudo, embora algumas coisas ainda permaneçam como antes.
            Mudando um pouco o rumo da conversa, tivemos nesta semana a grata satisfação de conhecer Luciana Martins, que, apesar de residir em Brasília, quis o destino que nos conhecêssemos por estas bandas.
            Aproveitamos para parar o tempo em uma seção de fotos na antiga casa do aeroporto juntamente com Álvaro e outras pessoas.
            Restam menos de duas semanas para retornar à Brasília. Posso ficar aqui e reclamar do tempo que já passou, ou aproveitar melhor e ainda mais o tempo que ainda me falta viver.
            Sabendo que o que restará depois disso e até o próximo ano, serão apenas lembranças, fotos e vídeo.

*Renilton Barros é poeta e cronista, mora em Brasília

(TB/23jul2010/n°120)

 

 

Artigo
Os gastos da viagem
jornal Turma da Barra

*Renilton Barros


            A prevenção é o melhor remédio para se evitar dores de cabeça bem maiores dos que as que já se conhece.
            Enfim, chegamos à Barra do Corda, e conforme premeditado, alguma coisa sempre acontece além daquilo que planejamos.
            No decorrer da viagem, paramos no lugar onde havíamos planejado almoçar, ao término do almoço ao ligar a chave de ignição do carro, a bateria havia descarregado (eu já sabia que ela precisava ser trocada, mais imaginava que ela poderia agüentar mais uma viagem), falsa impressão; compramos outra, fizemos a substituição e continuamos a viagem.
            Chegando próximo ao lugar onde passaríamos a noite, um dos pneus furou e tivemos de trocá-lo.
            Recobrado do susto, acordamos no dia seguinte tomamos um belo café da manhã à base de café com leite, pães, bolo, frutas e qualhada, e esse último item já nos deu a ideia de que estávamos próximo do final da viagem.
            Saímos de Araguaina por volta de sete horas da manhã, chegando à ponte do Estreito lá pras oito e meia.
            Quando avistamos a ponte sentimos aquela sensação que já dissemos aqui, de satisfação por adentrar no Estado do Maranhão.
            Passamos pelas demais cidades até chegarmos à Grajaú. À  medida que nos aproximávamos da reserva indígena a preocupação aumentava, tendo em vista que já haviam nos avisado de que os habitantes daquela região estavam cobrando uma espécie de “pedágio”.
            E para adiantar o processo de cobrança e posterior passagem por aquela região, já havia reservado alguns valores para a tal cobrança do “pedágio”.
            Bom, pedágio é um valor cobrado para investimento e benfeitoria da própria estrada, entretanto, o que se viu foi o surgimento de alguns buracos e um pequeno trecho onde o asfalto já se deteriorava, mas tudo bem, um gasto a mais faz parte da viagem, destaco apenas a apreensão pela qual passamos, no decorrer daquele percurso.
            Passados alguns dias após a nossa chegada tudo é só alegria. Tomar banho no rio todos os dias, rever parentes e amigos, andar pela cidade e vê ruas sendo asfaltadas, outras que precisam de reparos, alguns bairros que ainda sofre coma falta d’água..., mas o melhor é dormir sem a agonia do calor. Corre um vento frio durante o dia o que ameniza também, e nas madrugadas bate um friozinho gostoso.
            Acordar e tomar um café com leite, cuscuz de arroz, bolo frito e orelha de macaco (não, não se trata da orelha do macaco), mas sim um nome dado à uma espécie de bolo à base do pó de arroz frito no óleo, é muito gostoso.
            Certamente que os dias que passaremos por aqui serão bem aproveitados e dividiremos também, através deste veículo de comunicação (TB), para todos conterrâneos que acessam este site.
            Abraços para os que ficaram torcendo por nossa viagem, especialmente para Ancelmo e Dojelivia.

*Renilton Barros é poeta e cronista, mora em Brasília

(TB/16jul2010/n°119)

 

Artigo
De Brasília à Barra do Corda
jornal Turma da Barra

*Renilton Barros


            Os preparativos para a nova viagem começaram desde o mês de julho (do ano passado), quando retornávamos à Brasília. Nem bem chegamos por aqui e já estávamos pensando na viagem do ano seguinte (este ano).
            E como dissemos num dos últimos artigos, o tempo passou e cá estamos nós outra vez, fazendo os planejamentos para mais esta nova viagem.
            Nesta sexta 9, estaremos em direção à nossa cidade, e depois de mais ou menos 10 viagens desde 1995, nesta mesma direção, os locais por onde passamos já nos parecerem bem mais familiares.
            Os nomes, bem como as próprias cidades, praticamente já decoramos todas, e como se isso não bastasse fiz as anotações das distâncias entre cada uma delas, e com isso, saber a distância exata para percorrê-las.
            Não fiz esses apontamentos apenas por mera causalidade, mas por prevenção, pois caso haja algum imprevisto no decorrer da viagem (problemas automotivos), temos noção da distância a ser percorrida até a próxima cidade.
            E devo confessar que após 15 anos fazendo este percurso, acabou por criar uma certa familiaridade por onde passamos, principalmente nos locais onde paramos para abastecer o carro, para almoçar e também dormir, já que foram poucas as vezes que fizemos todo o percurso em um só dia.
            Mas a cada ano é uma nova aventura, não há como afirmar que fazer toda a trajetória seja cansativo ou sem graça, mas há sempre algo novo a ser visto.
            Na primeira parada para o abastecimento, dá pra tomar um belo café da manhã à base de suco de laranja e misto quente.
            Almoçar durante a viagem já tem lugar definido também: Gurupi-TO. Tem uma churrascaria que mais parece um shopping, aliás, funciona um ao lado da mesma, o que rende boas fotos, além, claro, de um delicioso churrasco. Ah! o motorista deve comer pouco, pois no período da tarde da uma sonoleeeeencia...
            Foi numa dessas viagens que conheci um xará que trabalhava como frentista num posto de combustível na cidade de Guaraí-TO; se eu fiquei surpreso em ver o meu nome num crachá, ele ficou mais ainda por encontrar alguém com o mesmo nome.
            Nesta mesma cidade já ocorreu de dormimos duas ou três vezes e no mesmo hotel, o gerente até já nos conhece, o que rende um bom desconto na pernoite.
            Outras vezes, dependendo de como esteja a BR, consegue-se chegar até Araguaína-TO, onde pernoitamos também.
            E onde quer que pernoitemos sempre jantamos para reforçar a energia gasta durante a viagem, e é no jantar que o motorista come um pouco mais, afinal não terá que dirigir logo em seguida.
            Acordar e recomeçar a viagem, sentir as mudanças climáticas (calor, umidade...), adentrar, literalmente, no Maranhão, passar por lugares bem mais conhecidos, Estreito, Porto Franco, Grajaú, vários povoados, reserva indígena (e esse local merece um capítulo à parte), para enfim chegar à Barra do Corda.
            E esse local então, dispensa qualquer comentário, afinal, qual o barra-cordense que não estar “morrendo” de inveja em ler este artigo?

*Renilton Barros é poeta e cronista, mora em Brasília

(TB/10jul2010/n°118)

 

Artigo
Futebol paixão nacional
jornal Turma da Barra

*Renilton Barros


            Hoje, ao longo dos meus 39 anos, a torcida pelo Brasil do futebol já não é tão marcante como antes. A emoção, alegria e fanatismo de outrora (anos 80 e 90), hoje dá lugar a um mero expectador em que, caso o Brasil vença ou perca, o dia de amanhã será apenas mais uma 2ª feira (ou neste caso um sábado).
            Sim, assisto aos jogos, mas sem a empolgação ou o encanto de antes.
            Não sei ao certo o que me levou a este estágio. Talvez tenha sido por causa da (in)fidelidade com que os jogadores se relacionam com seus times e isso se reflete nos jogos.
            Ou talvez seja por causa dos conchavos entre dirigentes, e o elenco acaba “dançando” conforme a música e os resultados são como cartas marcadas, e no final dessa linha fica o torcedor com cara de bobo sem entender o motivo pelo qual o time, muitas vezes, não corresponde aos seus anseios.
            Não estou afirmando que todos fazem isso, mas como não estamos lidando apenas com valores emocionais, mas também com valores financeiros, logo, tudo se torna uma questão de tempo e de quanto se vai ganhar para mudar de postura.
            Não há amor pelos clubes por parte de jogadores ou dirigentes, mas sim paixão. Paixão é sentimento passageiro, de interesses, instável. Amor? Sim, existe, entre o torcedor e o time.
            Desde que tomamos consciência da nossa existência, elegemos aquele time como sendo o nosso favorito, isso sem falar na seleção brasileira onde todos os torcedores (ou pelo menos a maioria destes) se encontram do mesmo lado.
            O torcedor é o único que não muda a sua opção por um time.
            Se o time ganha, lá estar o torcedor vibrando de emoção; se o time perde, este mesmo torcedor lamenta, chora e isso só serve pra ratificar ainda mais a sua escolha.
            E por falar em paixão nacional, sabemos que nos Estados Unidos o futebol ainda não é um dos esportes preferidos, mas aos poucos eles estão descobrindo o que é torcer por um time ou seleção, onde a classificação para a próxima fase ocorre no último minuto do segundo tempo, e isso não foi usado para exemplificação, ocorreu mesmo.
            Mas voltando para o Brasil... Tenho um time de preferência, e torço para que a nossa seleção saia vitoriosa em suas partidas, e essa minha disposição é conseqüência do fanatismo dos anos 80 e 90, mas como já mencionei, se hoje estes times perdem ou ganhem não faz muita diferença.
            Não estou aqui criticando que assim o faz ou torce, apenas destaco que, tendo em vista a manipulação que existe, também, dentro deste esporte, a minha empolgação ou emoção da vazão à racionalidade e já não é como antigamente.
            Confesso que não sei se deveria retornar à inocência de antes e com isso viver as emoções de cada partida, ou se prefiro torcer sem esta empolgação toda.
            Bom, seja deste ou daquele jeito o que importa é que é sempre bom assistir a uma boa partida futebol e, de certa forma, esquecer por um breve momento, o que ocorre nos bastidores e assistir apenas a encenação no palco.
            Bom jogo a todos, e que a nossa seleção chegue ao hexa, e se torne, ainda mais, essa paixão (amor) nacional.

*Renilton Barros é poeta e cronista, mora em Brasília

(TB/2jul2010/n°117)

 

Artigo
Pela democratização
do ensino superior
Jornal Turma da Barra

*Renilton Barros


            Após a conclusão do ensino médio e a possibilidade de continuar construindo o patrimônio intelectual a partir de centros de produção de conhecimento (faculdades e universidades), tem soado como uma forma de democratizar a educação.
            Assim, a ideia se estende com a utilização das mais variadas tecnologias para se alcançar o fim proposto na constituição acadêmica da “população” (ou apenas para aqueles que podem ter acesso a esse tipo de formação).
            O cenário atual do ensino superior provoca ponderações sobre o que concebemos como a democratização no acesso a essa formação superior.
            A história registra essa desigualdade e/ou desequilíbrio, quando os filhos, da denominada classe alta,
deixavam o Brasil para estudar no exterior, e aos que aqui ficavam..., é, ficavam.
            Mas a situação hoje mudou, não temos mais que sair do Brasil para ter acesso à educação superior, e nesse aspecto a democratização deste ensino para “todos”, está sendo desenvolvida.
            Entretanto, percebe-se que tal acesso ainda é complicado. Não precisamos sair do Brasil é verdade, mas precisamos sair da nossa cidade e até mesmo do nosso Estado para alcançarmos esse tipo de ensino. Melhorou muito, mais ainda há o que melhorar.
            E é no interior da sociedade, que tem por definição ser democrática, que deve ser direcionado um conjunto de ações que objetivem a conquista desse ideal, bem como lutar por uma melhor qualidade de vida no que diz respeito a trabalho, saúde, segurança...
            Por isso, defender e requerer a democratização do ensino superior é importante, como é importante também considerar a inserção desses sujeitos sociais no mercado de trabalho. Não basta somente formar profissionais, tem que ter campo para atuar.
            Assim fica a pergunta: de que adianta democratizar a educação se não tem uma função especifica para ser exercida?
            Vamos recair agora em outro problema como a infra-estrutura do Estado e sua precariedade na distribuição dos recursos financeiros para uma melhor prestação dos serviços públicos à população.
            Além da precariedade no atendimento à população, sabemos que há também ações que contraiam os princípios da administração pública, mas isso..., bom, não vamos entrar em detalhes neste momento.
            Há também a iniciativa privada onde estes profissionais podem ser utilizados, mas até mesmo nesta área, a nossa cidade apresenta deficiência.
            Afirmo que, de quase nada adianta ser graduado, especialista, mestre ou doutor sem área especifica para atuar, como exemplo disso, vemos o que está acontecendo no Rio de Janeiro, onde pessoas graduadas, com mestrados e doutorados estão fazendo concurso para trabalharem como garis.
            Não que a função não seja digna de ser exercida, pelo contrário, mas o fato a ser destacado é que se trata de um concurso em que a exigência na escolaridade são as quatro primeiras séries do nível fundamental.
            Disse antes que, de quase nada adianta termos um curso superior no Brasil, a não ser para utilizarmos, também, naquela resposta quando nos perguntam na faculdade sobre o motivo de estarmos fazendo uma graduação, e a resposta é cômica se não fosse trágica: “para termos direito à prisão especial”.

*Renilton Barros é membro do Instituto Histórico e Geográfico de Barra do Corda
(TB/20nov/2009/nº89)

Crônica
Tio Pedro
O artesão maranhense no cerrado brasiliense
Jornal Turma da Barra

*Renilton Barros


            Centro dos Protestantes (Lagoa da União), município de Barra do Corda, no dia 04 de novembro de 1918, nasce Pedro de Oliveira Barros, irmão de Albertina, Dalvina, Virgínia (in memoriam), Naíde (in memoriam), Noeme (in memoriam).
            Nesta semana, se vivo estivesse, completaria 91 anos. Faleceu no dia 13 de junho de 2006, em Cidade Ocidental – GO, onde residia e trabalhava, retirando da vegetação morta do cerrado a matéria prima para dá vida às suas obras. Encontra-se sepultado no Campo da Esperança, em Brasília.
            Agricultor por profissão, mudou-se para Barra do Corda e depois para Brasília onde desenvolveu o talento de artesão, tirando as mais variadas formas de animais, pessoas, objetos e de tudo o que lhe viesse à mente ante à imagem da madeira retorcida do cerrado.
            Suas obras estão espalhadas por vários estados brasileiros e também no exterior. Muitas histórias também estão relacionadas à suas obras.
            Como esta que ele me contou que, certa vez ao terminar a escultura de uma onça pintada, ele a colocou em sua garagem já de tardezinha. Alguns meliantes que rondava a área, talvez, para assaltar, ao se depararem com a figura da onça e como a visibilidade já embaçada pela penumbra da noite, não entraram em sua residência, achando que se tratava de uma onça verdadeira.
            Outras histórias acompanham a trajetória deste artista popular, que viu em sua arte a oportunidade de registrar no curso da história a sua própria biografia.
            Transcrevo, abaixo, uma matéria publicada no Correio Brasiliense sobre Tio Pedro.
           
“Segunda-feira, 22 de setembro de 2008


Seu Pedro do Cerrado

Os bichos que seu Pedro esculpia sob a inspiração do cerrado fazem parte do acervo do Museu Vivo da Memória Candanga. Seu Pedro transformar tronco retorcido em bichos, plantas, bonecos. Faz três anos que seu Pedro morreu, aos 86 anos. Ele dedicou seus últimos, longos e criativos 30 anos de vida a dar nova forma às árvores tortas do cerrado. (...). A exposição permanente das obras de seu Pedro no Museu tem texto de apresentação do inimitável e precioso TT Catalão.

Pedro, o pica-pau

TT Catalão

Quem é esse Pedro que não vê o toco caído, morto, abatido e dali tira bicho e invenção?

Neste cerrado devastado por tanta cobiça, teve um Pedro que olhava um pedaço de pau cortado sem se impressionar com a morte da mata. Criava. Ao tirar tudo que não era bicho daquele toco, nascia mais uma obra esculpida pelo martelo e formão desse pica-pau do cerrado.

O talento rude de Pedro só foi possível pelo impulso de invenção do povo brasileiro que não deve, jamais, ser domesticado pelas pressões estéticas, discutíveis, do mercado ávido por uma certa "mesmice de venda fácil", que forja um artesão utilitarista e modelado.

Pedro picava o pau para nos devolver a beleza de um cerrado que se queima e corta. Sua presença, agora permanente, em nosso Museu Vivo da Memória Candanga nos honra. Para celebrar o gesto maior da sua obra temos a manifestação de grandeza da sua família ao doar suas peças para marcar o quanto a invenção do povo brasileiro brota do seu meio generoso e solidário.

Nosso profundo agradecimento ao nobre gesto da família de Pedro. Ela demonstra o quanto a verdadeira elite do país não é a econômica nem a diplomada, mas os que sentem e pulsam fraternos por uma Brasília bela e de todos, como os bichos de pau do cerrado reinventado de Pedro. Onde havia o toco morto, Pedro dá o troco com bicho solto no imaginário da vida”.

A seguir outros sites onde ficou registrada um pouco da história deste ilustre maranhense.

http://www2.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20030618/cadc_div_180603_52.htm

http://www.overmundo.com.br/blogs/o-museu-vive-e-respira

http://www.ocaixote.com.br/galeria1/Gpedro.htm

http://www.dzai.com.br/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=22048


*Renilton Barros é membro do Instituto Histórico e Geográfico de Barra do Corda

(TB/6nov/2009/nº87)