Artigo
O amor capitalista
jornal Turma da Barra

*Francisco Brito


           
Foi lançada na quarta-feira de cinzas a Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2010, com o tema Economia e Vida, organizada pela CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e o CONIC – Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil abordando o lema “Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro”(Mt. 6:24). Por este motivo, nos convida a refletir melhor o que representa o dinheiro para o homem.
            O termo Mamom a que se refere no livro de Lucas 16:13, “Não podeis servir a Deus e a Mamom”, não era o nome de uma divindade, e sim uma palavra de origem aramaica, o idioma que Jesus falava, que significa dinheiro, riqueza.
            Em seu artigo mais recente, frei Betto, adverte: “A economia... não deveria ser encarada pela ótica da maximização do lucro, mas pelo bem-estar da coletividade”. Numa interpretação mais clara, o religioso-escritor, admoesta os países capitalistas a adotar uma política econômica mais justa e paritária.
            Paulo na sua primeira epístola a Timóteo, exorta o apego ao dinheiro ”Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males” (I Tm. 6:10ª). O que o apóstolo nos persuade não é quanto a possuir ou usar o dinheiro. Muito menos, fazendo apologia à pobreza. Ele somente faz advertência, quanto a empregar a riqueza de forma equilibrada. Pois, seria impossível viver sem a moeda, pela sua utilidade em todos os seguimentos de nossa existência humana. Mas, Paulo condena o amor ao dinheiro, pois, converte-se em ganância. E ganância é uma ambição desmedida. Ganho ilícito. O que dá brecha para brotar uma raiz maléfica em nossas vidas.
            Ao estudarmos a Bíblia, vemos um grande exemplo de Salomão, filho do rei Davi, quando assume o trono de Israel sucedendo a seu pai. Em sonhos, ele simplesmente pede a Deus por sabedoria e entendimento (I Rs. 3:9). No entanto, o Senhor prometeu muitas riquezas e que não haveria nem antes nem depois dele, Salomão, homem mais rico e sábio (I Rs. 3:12,13). Mas, todas essas promessas de Deus para com Salomão, e que foram cumpridas fielmente, viu o Senhor que o coração do novo rei não estava inclinado para as riquezas.
            Ainda na passagem dos evangelhos, notamos Jesus Cristo afirmando a motivação do coração do homem para as riquezas. “É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus”(Mc. 10:25). O que Jesus declara no sentido figurado, o camelo significa uma corda e a agulha uma pequena porta de entrada da antiga Jerusalém.
            Neste versículo, Jesus manifesta aos seus discípulos a sua preocupação quanto ao apego às coisas materiais, principalmente, o dinheiro. Pois, que dificulta a entrada de muitas pessoas no reino de Deus. Jesus Cristo está corretíssimo. Aliás, Ele nunca erra. Lembro-me de uma infeliz declaração de um homem público em relação à sua riqueza: “Prefiro ir para o inferno rico, do que entrar no céu pobre”. Tal ignorância nos remete a meditar: até quando Deus terá misericórdia de nós e usará de sua benevolente graça?

*Francisco Brito de Carvalho é é cristão-evangélico e estudante de Teologia, mora em São Luís (MA)
fbrito_cristo@yahoo.com.br

(TB25fev2010)

 

 

Artigo
A indesejada
jornal Turma da Barra

Quando a Indesejada das gentes chegar
(não sei se dura ou caroável),
Talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
- Alô iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer. 


            Um dos temas preferidos, ou talvez não, de Manuel Bandeira, foi a morte. Nos versos de Consoada  o poeta pernambucano, revela-se, ora ” preparado”, ora desiludido com a sua permanente “Indesejada”.
            Para São Tomás de Aquino, “a vida eterna(morte) não é outra coisa senão a própria bem –aventurança, à qual o homem foi destinado por Deus “.
            Isto está  de acordo com as Sagradas Escrituras quando da queda adâmica. Deus criou o homem para um único propósito:  De adorá-lo. No entanto, o homem optou por ter livre arbítrio. Daí resultou na morte eterna.
            Teologicamente, a morte é o desligamento do espírito com a matéria. Quando entendemos, que o homem é um ser trino. Espírito. Alma. Corpo. O Espírito é um ser vivente que habita num corpo (matéria), possuindo uma alma (psique). Quando a morte vem, aniquila o corpo e a alma. O espírito vai para um plano desconhecido de nós mortais.
           
Toda vez que a morte nos separa de um ente querido ou amigo, inevitavelmente, leva consigo um pedaço de nós. Dos nossos sentimentos. Arranca nosso estado de consciência e sobriedade.
           
Lamentavelmente, neste 20 de janeiro chuvoso e sombrio, Barra do Corda perdeu um dos seus mais notáveis filhos. Trata-se de Raimundo Nonato Ferreira Cruz. Jornalista,  advogado, poeta e empreendedor do ramo da comunicação. Teve uma vida atuante em todos os campos que militou. Foi presidente e era atual diretor da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil, ex-presidente da Academia Barra-Cordense de Letras, da qual ajudou a fundar. Ex-diretor da UNE - União Nacional dos Estudantes. Recebeu várias honrarias. Ano passado foi homenageado no Senado Federal em Brasília, com outros dirigentes pela passagem dos 50 anos da CSPB.
           
Nonato Cruz, foi um misto de militante político, empresário e intelectual. Um grande amigo e pessoa solidária. Deixa um vazio no phanteon barra-cordense e uma saudade em nós, seus amigos, que esta, com certeza, não tem cura.

Francisco Brito é poeta e membro da Comissão Pró-Instalação da UFMA em Barra do Corda
fbrito_cristo@yahoo.com.br

(TB21jan2009)

 

Artigo
Comissão pró-UFMA reúne-se com o reitor
jornal Turma da Barra

*Francisco Brito

         A Comissão Pró-UFMA-Barra do Corda, formada pelos professores Edmar Marques e Aldaléa Brandes, o economista Mário Hélder, o engenheiro Cézar Braga, o poeta Francisco Brito, a mestra em literatura e língua portuguesa, Maria Inez Queiroz, o médico Marcos Pacheco, o capelão monsenhor Hélio Maranhão, e representando a classe política, o deputado estadual Rigo Teles, se reuniu na tarde desta terça-feira, no Campus Universitário daquela Instituição de Ensino Superior, com o reitor Natalino Salgado Filho, para a entrega do dossiê, constando de abaixo-assinado e depoimentos colhidos na sociedade cordina e publicados no jornal Turma da Barra, contendo ainda, uma solicitação ao Magnifíco Reitor, para a instalação de um campi avançado em Barra do Corda. 
         Aberta a reunião a professora Aldaléa usou da palavra para destacar a sua satisfação em estar participando de um evento desta magnitude, ao mesmo tempo, em que discorreu de sua trajetória na UFMA como pesquisadora tecendo elogiosas críticas a iniciativa dos companheiros deste relevante empreendimento.
         Em seguida, vários oradores se revezaram entre eles: Mário Hélder, que enfocou a importância para o ensino superior em Barra do Corda. Marcos Pacheco, por sua vez, destacou que a cidade barra-cordense, possui o maior assentamento rural da América Latina, ressaltando ainda, que ao abraçar essa luta, deixaria de lado as divergências políticas. 
         O deputado Rigo Teles reafirmou endossando as palavras de Marcos Pacheco, quanto às questões políticas. Assinalou que o prefeito Nenzin, que estava em trânsito, garantia a aquisição de um terreno para a construção do prédio do campi. 
         Mereceu destaque a oratória de mons. Hélio Maranhão que enalteceu os vultos culturais da terra cordina, enfatizando o valor inestimável com a chegada da UFMA em Barra do Corda. 
         Por fim, o Magnifíco Reitor explanou de forma realística  a viabilização concreta de um empreendimento desta envergadura. Alertou para a elaboração de um projeto onde conste, inevitavelmente, as características da
cidade para a implantação dos cursos. Assegurou que irá criar uma comissão, onde solicitará um consultor do MEC, além de designar a professora Aldaléa para integrar essa comissão para acompanhar o processo de implantação da Universidade no município. Determinou que haverá um novo encontro com a Comissão Pró-UFMA-Barra do Corda, na última semana de janeiro vindouro.

Francisco Brito é poeta e membro da Comissão Pró-Instalação da UFMA em Barra do Corda.

(TB23dez2009)

 
Cem anos de Olímpio Cruz
jornal Turma da Barra

 

* Francisco Brito



            Se vivo estivesse, Olímpio Cruz, apontado como um dos poetas mais importantes da literatura barra-cordense de todos os tempos, estaria completando nesta terça-feira cem anos de existência. Autor de Canção do Abandono, dentre outras obras, Olímpio Martins Cruz, nascido aos 20 de outubro de 1909, na fazenda Soledade, então povoado de Barra do Corda, foi indigenista, sertanista, escritor, letrista, professor, funcionário público do extinto Serviço de Proteção aos Índios - SPI, hoje FUNAI.
           
Autodidata, porém um mestre nos versos alexandrinos, não dispensava uma rima, quer seja nos sonetos ou em versos soltos,  tudo que a pena da sua caneta escrevia, estava inserida a sua alma. Muito comumente aos verdadeiros poetas do passado. Entretanto, o que destacava sua verve poética foram os arranjos formais e a preocupação com a estética na busca da “verdade absoluta”.
           
De aparência frágil, e homem simples, Cruz foi incansável e destemido “guerreiro” das “velhas tabas”, dos Canelas, Guajajaras, Timbiras, entre outras. Vivenciou e se identificou com a raça aborígene. Destas experiências, por mais de duas décadas, sorveu um vasto material que lhe valeram várias honrarias. Foi um dos ilustres maranhenses mais festejados e agraciados por tudo quanto contribuiu como escritor, poeta e, acima de tudo, como humanista.
           
É o único maranhense detentor da Medalha Nacional do Mérito Indigenista, na categoria Pacificador, concedida pelo então Ministério do Interior. O livro Lendas Índigenas, de sua autoria, está traduzido para o inglês pela universidade do Colorado, EUA. Ganhou Menção Honrosa no Concurso Literário Cidade de São Luís, na categoria Erudição, pela obra Quatro Dialetos Indígenas do Maranhão, além de vários prêmios em concursos de poesias.
           
Percorrendo as ruas da Rebelde Ilha de São Luís, visito o Centro de Pesquisa de História Natural e Arqueologia do Maranhão, por lá encontro dois livros que registram a marca do poeta cordino. No pequeno apontamento de Índios do Maranhão(1977, 19 pág.) aparece  referências suas como indigenista, ao lado de renomados sertanistas, etnógrafos e historiadores maranhenses. No segundo livro, Aspectos da Literatura Maranhense(1985), de Carlos Cunha, o vate “das alterosas barra-cordenses” tece elogiosa crítica ao grande poeta da boemia ludovicense.
            Subindo ladeira acima, na rua do Giz, depois alguns anos, retorno ao Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho, na biblioteca Roldão Lima, bastante modificada, por lá se encontram duas obras de Olímpio Cruz. O raríssimo livro Puturã, 1946, e Clamor da Selva, 1981, ambos narrando os costumes, a cultura e o cotidiano dos “irmãos” da “genuína raça brasileira”.
            Ao analisarmos a obra olimpiana, devemos senti-la como vestes de auroras, tangendo as harpas e ouvindo o marulhar das ondas consonantes dos versos expostos, incorrigivelmente, da sua ardente alma cordina que, exultantes, vemos no refrão da Canção Cordina: “...Barra do Corda, amor de minha vida,/És tudo para mim terra querida,/Teu róseo coração./Tens em teu seio um mundo de poesia,/Tens o aroma das selvas tens magia./Princesa do sertão.”
            Como também, registrando os folguedos nos terreiros silvícolas, onde sentimos o cheiro do mato e visualizamos as cenas de enlace matrimonial de Puturã e Koré: “Sertão. É noite de luar e frio,/Arde-se freme, ali pela floresta.../Bem perto a um fogo, com valor e brio,/Robustos índios dão de sinal de festa!/São eles, -os Canelas – gente mansa,/Os selvagens de amor e sentimento,/Os filhos nus da Pátria da esperança,/A festejar também um casamento...”
            Ou ainda, enternecido pelos aborígenes, exalta-os se aliando ao virtuoso sentimento gonçalvino: “Sois vós os índios de viver mais puro,/herdeiros no presente e no futuro/dos versos de ouro de Gonçalves Dias!”
            Vemos também, a tristeza inconsolável da tribo num momento da mais pura dor. A perda de um dos seus, registrado no poema Índio Morto: “Ei-lo, tão magro, morto, desprezado,/Tendo por leito esfarrapada esteira,/Ele que é tudo, o filho mais sagrado/Da genuína raça brasileira”.
           
Constatamos, que o poeta, naquela época, já se preocupava com a devastação da natureza e suas evidentes conseqüências, como nos dois tercetos do soneto, Queimada de Agosto: “É, pois do homem a mão rude e malvada,/o crime horrível de fazer queimada,/a destruição do verde e da beleza./Despertemos,é muito cedo ainda,/pode o deserto ser paisagem linda,/se cumprirmos as leis da natureza!”.
           
Em outra faceta, nos comovemos com seus versos de um sentimentalismo pungente e sensível, quando Olímpio, o filho-poeta, declara o amor incondicional, como vemos nos dois quartetos do antológico soneto maternal: “Mãe! Tu que um dia me guiastes os passos,/Os meus primeiros passos nesta vida,/Ó! Tu que me sustinhas em teus braços,/Olha... Vê o teu filho, Mãe querida!/Olha, e o verás, exausto, os membros lassos/O corpo destroçado e alma ferida,/Ferida pelos golpes e fracassos,/E as mágoas que me arrastam de vencida.”
   
         Após sua morte, há 13 anos, pouquíssimos poetas surgiram no cenário nas letras barra-cordenses. Poetas com letras maiúsculas. Porque Olímpio Cruz sabia e vivia intensamente sua lide poética. Não tinha medo de expor seus apelos do coração. Escancarar suas verdades e a sua alma. O que lemos atualmente, em termos da verdadeira poesia, sobra técnica e faltam sentimentos. Existe um exagerado academicismo na “aura” dos escolhidos de academus.
            Assim, contrariando as virtuosidades das linhas tênues da escrita, Olímpio Cruz, figura no seleto conceito do poeta Keats: ”que amava a beleza acima de todas as coisas, e se tivesse tempo se faria apenas um pouco lembrado”.

* Francisco Brito é poeta, membro da Academia Barra-Cordense de Letras e Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias

(TB/20/out/09)

 

Artigo
Barraterra:
Do sonho à realidade

jornal Turma da Barra

*Francisco Brito

            Há exatos 30, nascia em Brasília, mais precisamente na cidade satélite do Guará I, o Grupo de Teatro Barraterra, idealizado pelo sonho de quatro jovens barra-cordenses: Anísio Filho, Roberval Freedman, Francisco Brito e José Berocan, residentes na época na capital do país.
            Movidos pelas reminiscências e das experiências dos circos que passavam temporadas na terra natal, nos anos 70, a idéia do grupo era ser formado somente pelos filhos de Barra do Corda ou maranhenses radicados no Distrito Federal e, representar a peça, E o Céu Uniu os Dois Corações, de autor desconhecido, apresentado em terras cordinas pelos grupos de teatro circenses. No entanto, o Barraterra desde a sua criação até suas últimas apresentações nos palcos guaraenses, passou por algumas formações agrupando na trupe, mineiros, goianos e brasilienses.
            Como todo e qualquer projeto cultural, o GTB passou, desde seu início, por inúmeras adversidades em sua curta e meteórica existência. Das críticas dos conterrâneos mais incrédulos, às dificuldades de adquirir um espaço para suas reuniões e ensaios. Recorremos ao Centro de Desenvolvimento Social-CDS do Guará II, e depois de várias reuniões a sua diretora nos cedeu uma sala, para nos reunirmos aos domingos. Já tínhamos a peça, o local, o material humano. Só nos faltava o diretor. Foi quando surgiu o intelectual Bené Martins. Além do apoio incondicional do advogado Edésio Cordeiro, na divulgação e sua irmã Lúcia, nos cenários. E aí, tudo começou efetivamente.
            Dos vinte e sete integrantes do grupo, registre-se, todos amadores, e das duas peças encenadas, Pedro o Lenhador, de Moliére, e de Mônica e Cebolinha no Mundo de Romeu e Julieta,  uma comédia dos personagens de Maurício de Sousa, adaptados para a obra do multifacetado William Shakespeare, escrita pelo teatrólogo pernambucano, Edmundo Santos Pereira, conhecido artista na dramaturgia brasiliense dos idos de 1980, apenas oito componentes permaneceram até o seu completo desaparecimento das cenas teatrais.
            Depois de quase um ano ensaiando a peça, O Monstro Que Se Chama Fome, do companheiro Edmundo Pereira, retratando a miséria dos retirantes nordestinos, o Barraterra estreou com Pedro o Lenhador, o pequeno drama, dividido em dois atos,  em 1981 no palco do Centro de Ensino de 1º Grau,  localizado na QI 1, por ocasião da realização do I Concurso de Poesias, promovido pelo Movimento de Integração Maranhense - MIM, o grupo não parou mais. Recebeu inúmeros convites para representar em algumas cidades-satélites, além de participar de encontros culturais e concursos de teatro amador no DF.
            Seguidos seis meses de ensaios, representou a comédia-adaptação shakespeariana, Mônica e Cebolinha no Mundo de Romeu e Julieta, no teatro do Centro de Ensino de 2º Grau do Guará II, situado na QI 19. Foi sucesso de público e de crítica. Tendo sido encenadas várias vezes. Vale lembrar, que todas as apresentações do grupo, teve a direção do poeta, Olímpio Cruz Jr., uma vez que, o saudoso Bené nos deixou ainda na primeira fase.
            Em 1982 após a saída de alguns integrantes, por motivos pessoais, o grupo não resistiu e acabou por se dissolver. No entanto, ficou a certeza de ter cumprido sua missão, enquanto fôlego teve. Paralelo às atividades do MIM e dos jornais Pausa e posteriormente o Alternativa, o Barraterra foi o único grupo teatral a encarar o desafio de representar, não somente os personagens na ficção, como também alterar o cotidiano dos maranhenses radicados no Planalto Central,  tão carente na época, na busca por uma identidade cultural e de entretenimento na fria e solitária Brasília.

*Francisco Brito de Carvalho é poeta barra-cordense, mora em São Luís

(TB/10out/2009)